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Como identificar óleos essenciais naturais?

 

Com a avalanche de indústrias, fornecedores, representantes, farmácias (de manipulação ou não), lojas de produtos naturais e outros estabelecimentos comerciais vendendo óleos essenciais ditos naturais, é importante sabermos algumas noções básicas que possam nos ajudar a identificar se um determinado óleo é natural ou não:

– Procure sempre por marcas de sua confiança ou procure alguma associação de aromaterapia e peça uma lista de fornecedores recomendados, ou ainda, peça a  indicação de um profissional de aromaterapia ou das terapias complementares que conheça bem sobre óleos essenciais;

– Os óleos essenciais são sempre vendidos em frascos de cor âmbar ou azul cobalto para protegê-los da luz, pois estes oxidam-se facilmente caso entrem em contato com a luz, perdendo suas propriedades terapêuticas; mas não se ilude: tem muitos produtos sintéticos sendo vendidos nestes dois tipos de frascos para “enganar” você;

– Preste atenção na cor dos óleos essenciais: em geral vão do transparente ao amarelo claro; algumas exceções:

  • óleos que contém camazuleno têm coloração azulada, como por exemplo, o óleo de camomila alemã e romana;
  • óleos essenciais de tangerina, laranja e orégano terão cor alaranjada;
  • óleos essenciais de patchouli, casca de canela e vetiver terão cor marrom;
  • óleos essenciais de cedro de Himalaia, valeriana e bergamota terão a cor esverdeada

– Óleos essenciais puros e naturais não se dissolvem facilmente na água; ao pingar uma gota do óleo essencial na água, ou ele fica boiando na superfície ou afunda (como por exemplo o vetiver ou o patchouli, que possuem peso molecular maior que a água); se água ficar turva de branco é um forte indício que o produto é adulterado, porém, muitos dos óleos naturais e também os sintéticos são adulterados com óleos carreadores e assim não se misturarão na água;

– Óleos essenciais são extremamente voláteis; ao pingar uma gota num papel e deixar por algum tempo ao ar-livre (2 horas, mais ou menos), nenhuma mancha deverá permanecer no local onde foi pingado o óleo; exceção:óleos resinosos como a copaíba, o patchouli e o vetiver deixam marca no papel; também um óleo com o prazo de validade vencido pode deixar marca;

– Se ao sentir o cheiro do óleo essencial você perceber algo parecido com óleo de cozinha ou mesmo de álcool, pode ter certeza que é adulterado; mas preste atenção pois pode constar no rótulo que o mesmo é diluído (como os óleos de rosa e jasmim, diluídos em óleo de jojoba, devido ao seu alto preço) ou ainda outros que são utilizados em massagens e já vem diluídos para este fim;

– Óleos essenciais naturais dificilmente terão preços iguais entre si, pois necessitam de proporções diferentes de matéria-prima da planta para ser produzido, bem como, de métodos de extração com custos de produção diferentes, sem falar do país de procedência que pode implicar nas mais diversas taxas de câmbio, importação, etc.;

– Ao se utilizar óleos essenciais naturais em massagens ou em perfumes pode ter certeza que durarão muito mais tempo que os sintéticos (estes últimos ficam poucas horas ou alguns minutos, enquanto que os naturais podem durar até o dia seguinte na pele);

– Fornecedores idôneos de óleos essenciais colocam no rótulo do produto o país de origem, a data de envasamento ou da colheita, o método de extração, o nome científico, a parte da planta de onde foi extraído o óleo essencial e o quimiotipo, se tiver.

Portanto, um verdadeiro óleo essencial é:

  • 100% natural pois não contém qualquer tipo de produto sintético
  • 100% puro pois nenhum outro óleo essencial, vegetal, etc. foi adicionado a ele
  • 100% completo pois não é descolorado, colorizado (com anilinas, por exemplo) ou deterpenizado (retirado os terpenos do óleo essencial)

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